Eu te disse "não me prometa se não vai cumprir". E você mirou, onde sabia que doeria mais. Onde não tinha sarado, nem sequer cicatrizado. De propósito ou não, mas consciente do estrago. Eras o band-aid que foi colocado onde você mesmo machucou e com um único puxão, arrancou o pouco que havia curado.
Pra não se sentir tão mal, decidiu às pressas que agora queria ficar. E quando ficou, decidiu partir novamente, como se eu fosse apenas um ponto onde poderias chegar e ir embora quando bem entendesse.
Eu não fiz tanto assim quanto minha mente acha, mas fiz o meu possível para que ficasse. Queria ser seu porto seguro ou seu seguro porto. A ordem não importaria, pois era nele que você desembarcaria.
Mas, você nunca saiu do barco, apenas me avistou de perto e me fez pensar que iria em minhas terras pisar, para ficar. Eu te dizia que te sentia apenas pela metade, porém você insistia dizendo que estava aqui inteiramente.
Na minha mente, acho que fantasiei demais por muito tempo me abster de outras pessoas, por te achar encantadora, acreditei que em mim queria fazer morada. E enquanto eu tentava crer na afirmação, você colocava apenas os pés para fora da dita embarcação.
A verdade é que sempre esteve mais para lá do que para cá. Sempre em uma posição que pudesse partir quando sentisse o mínimo de perigo. E eu me preparando para quando sentisse medo, ser o seu abrigo, tive minhas incertezas confirmadas, quando pela última vez fugiu, para nunca mais estar comigo.
O pior disso tudo é exatamente tudo a minha volta me lembrar você e até as águas por onde seu barco fingia atracar sentem falta de quem nelas flutuava e que conscientemente nelas não quis permanecer.
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