Quando
voltarei a viver minha própria vida?
Não
conseguirei dormir por mais uma noite
A
dor da nova abertura é sempre tão intensa
Consigo
senti-la pulsar, densa
Ainda
me perguntando "quando?"
Quando
irá terminar essa minha sentença?
A
sombra que me engole é enorme
Nada
aqui dentro, nunca dorme
Eu
continuo acordada nesta vasta solidão
Apertando
meus joelhos contra o peito
Tentando
segurar meus gritos
Mais
uma vez em vão
Meu
corpo, minha mente, imploram por descanso
Estou
exausta de noites em claro passar
Você
sabe, minha vida precisa continuar
Mas,
ainda estou aqui largada ao acaso
Presa
em momentos profundos do passado
Tendo
os meus dias na terra abdicado
Você
insiste em no meu subconsciente se manter, por quê?
Nunca
fiz tanto bem assim para você...
Até
quando, desta forma, irá me prender?
Ou
sou eu quem está, nesta ilusão, me prendendo a você?
Gostaria de apenas apagar tudo dentro de mim
Queimar,
o que me consome, num vermelho carmim
Matando, de uma vez por todas, este sentimento, até seu real fim
Te
libertando de tudo o que te consome
Do que te prende aqui assim.
Do que te prende aqui assim.