domingo, 4 de fevereiro de 2018

When am I?

O que há de bom em abrir velhas feridas?
Quando voltarei a viver minha própria vida?
Não conseguirei dormir por mais uma noite
A dor da nova abertura é sempre tão intensa
Consigo senti-la pulsar, densa
Ainda me perguntando "quando?"
Quando irá terminar essa minha sentença?

A sombra que me engole é enorme
Nada aqui dentro, nunca dorme
Eu continuo acordada nesta vasta solidão
Apertando meus joelhos contra o peito
Tentando segurar meus gritos
Mais uma vez em vão

Meu corpo, minha mente, imploram por descanso
Estou exausta de noites em claro passar
Você sabe, minha vida precisa continuar
Mas, ainda estou aqui largada ao acaso
Presa em momentos profundos do passado
Tendo os meus dias na terra abdicado

Você insiste em no meu subconsciente se manter, por quê?
Nunca fiz tanto bem assim para você...
Até quando, desta forma, irá me prender?
Ou sou eu quem está, nesta ilusão, me prendendo a você?

Gostaria de apenas apagar tudo dentro de mim
Queimar, o que me consome, num vermelho carmim
Matando, de uma vez por todas, este sentimento, até seu real fim
Te libertando de tudo o que te consome 
Do que te prende aqui assim.